A Teia da Ilustração - Ciclo de palestras em torno da ilustração
26 novembro, às 10h30 - Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG)
Uma Abordagem à Obra de Maria João Worm e Isabel Baraona
Uma abordagem à obra de Maria João Worm e Isabel Baraona a partir dos seus trabalhos de ilustração, nomeadamente os publicados em livro, plaquete ou outros objectos editoriais. O ponto central da abordagem será o da relação entre texto e imagem, assumindo o gesto de ilustrar na sua acepção etimológica e partindo daí para desbravar outras leituras e formas de diálogo entre a imagem e a palavra.
Sara Figueiredo Costa
10 de dezembro, 10h30 - Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG)
Liberdade para descobrir e errar melhor
Muitas vezes abordadas como sendo parte de galáxias distintas que nunca se cruzaram cruzam, ou cruzarão, a verdade é que Ciência e Arte têm, desde sempre, uma relação muito próxima. Ambas se dedicam a experimentar, descobrir e errar com método. E cada uma usa constantemente ferramentas, códigos e linguagens que se achariam específicos da outra, quer do ponto de vista técnico, quer de comunicação. A distância entre elas tende a ser artificial, criada e mantida de modo mutuamente corporativo, com recurso a linguagens herméticas, gestão de espectativas e dualidade de critérios (por exemplo: quem nada sabe de Arte é geralmente considerado “inculto”, mas não perceber nada de Ciência é “normal”); ou usando lugares comuns (“génio criativo”, “torres de marfim”, etc.). No fundo, o clássico “eu até explicava, mas tu não entendias”. Este estado de coisas é inevitável? Um diálogo mais aberto podia ser útil? Para quê, exatamente? Ou mais vale continuar tudo na mesma?
João Ramalho Santos
11 de dezembro, 15h00 - Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG)
As tantas ilustrações
Desde que me conheço, que me cruzei com grande prazer com as ilustrações de todo o género. Na primeira página dessa maravilha chamada ‘Alice no país das maravilhas’, a protagonista enfada-se ao passar os olhos por um livro. E pergunta-se: ‘Para que serve um livro sem imagens?’ É quando passa um coelho apressado, tirando do bolso do colete um grande relógio, consultando-o preocupado. ‘Ui, ui, já devo estar muito atrasado.’ E assim começa a grande aventura de Alice. Uma das coisas curiosas do livro, é que Lewis Carroll, foi também o seu primeiro ilustrador. Porque, afinal, ‘para que serve um livro sem imagens?’ Ele sabia disso. (...).
Sérgio Godinho
Inscrições e mais informação em https://big.guimaraes.pt/palestras.php