
Circundar interior do Castelo em segurança será novamente possível a partir de junho 2015
Estrutura de madeira será colocada no adarve – caminho estreito que permite a circulação no interior do Castelo pelo topo da muralha. Acesso à torre de menagem também será reaberto. Obras de proteção começam ainda este ano.
A beneficiação das condições de acessibilidade e segurança do Castelo de Guimarães ficou garantida esta quinta-feira, 06 de novembro, com a celebração de um protocolo de mecenato entre a Direção Regional de Cultura do Norte e a Fundação Millennium bcp. A assinatura do acordo, que contou com a presença do Presidente do Município, Domingos Bragança, e do Presidente da Comissão Executiva do Millennium bcp, Nuno Amado, permitirá realizar as obras necessárias até junho de 2015, período em que, ao abrigo de uma candidatura comunitária, o processo de reabilitação terá de ficar concluído.
A intervenção no monumento a realizar pela Direção Regional de Cultura do Norte, financiada pelo QREN, no âmbito do ON.2 – O Novo Norte, tem por objetivo dotar o Castelo de Guimarães de melhores condições de acessibilidade e segurança por parte dos milhares de visitantes que todos os anos procuram este emblemático monumento nacional. Simultaneamente, será instalada uma nova área de receção aos visitantes, estando, de igual modo, a ser concebida e produzida uma nova exposição permanente a colocar na imponente torre de menagem.
«O nosso modelo de trabalho sustenta-se na proximidade com o setor público, mas também com o privado. Queremos construir Guimarães com base na nossa cultura, na produção de conhecimento e com uma economia forte e competitiva, que produza transferência de conhecimento para as empresas. Reabilitamos e recuperamos a raiz do Património. Quem calcorreia as ruas de Guimarães, sente que percorre a História do nosso País, dando uma expressão e dimensão cultural que nos confere o legado histórico de uma Cidade Europeia de Cultura, que introduz elementos de contemporaneidade e de modernidade, fazendo de Guimarães um espaço único em Portugal», afirmou Domingos Bragança.
«Símbolo da Nação», como adjetivou Isabel Fernandes, nova Diretora dos monumentos do Monte Latito, o Castelo irá entrar em obras ainda no decurso de 2014. Fernando Nogueira, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Millennium bcp, enfatizou a «honra e o orgulho» de colaborar na importante melhoria deste símbolo nacional. «Guimarães tem um sentimento de pertença e sabe valorizar o património confiado pelos portugueses. Se conservarmos o património, podemos ter um futuro melhor! Por isso, temos convergido com Guimarães com quem temos trabalhado muito bem com a Câmara Municipal, conjugando esforços e competências», considerou.
António Ponte, Diretor da Direção Regional de Cultura do Norte, revelou que a obra, projetada pelo arquiteto Audemaro Rocha, tem um valor global de 400 mil euros, comparticipada em 85% por fundos comunitários, estando a restante percentagem salvaguardada com a formalização do protocolo de mecenato, no montante de 60 mil euros. «É fundamental garantir a transmissão de uma história e de uma memória aos nossos netos e, neste caso, o setor privado tem uma função social para que a memória se preserve e seja um bem histórico ativo», disse.
“MARAVILHA DE PORTUGAL” E PREMIADO NO EXTERIOR
O Castelo de Guimarães, paradigma das origens da nacionalidade, foi o monumento mais visitado no Norte de Portugal no final do primeiro semestre deste ano, tendo recebido 138 mil pessoas entre janeiro e junho de 2014. A média mensal de visitas foi de cerca 23 mil pessoas, o que resultou uma frequência diária de 760 visitas.
Recentemente, o Município de Guimarães, em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte, efetuou um conjunto de intervenções no Monte Latito, que realçaram a beleza arquitetónica do Castelo e do Paço dos Duques. Além de ter sido reforçada a iluminação exterior destes monumentos, procedeu-se ao à remodelação do mobiliário urbano, colocação de passadeiras e rampas de acesso para pessoas com necessidades especiais e beneficiação do telhado do Paço dos Duques, edifício que também recebeu intervenções ao nível da conservação e restauro de janelas e portas para permitir a estabilização ambiental e melhorar a sua eficiência energética.
O plano de beneficiação contemplou outras intervenções, entre elas, a construção de uma plataforma em pedra no Campo de São Mamede ou a requalificação de percursos e espaços existentes. O orçamento de um vasto conjunto de obras apresentou um valor global de 2 milhões de euros, com uma comparticipação de 80% de fundos comunitários.
Considerado “Maravilha de Portugal”, título atribuído a 07 de julho de 2007, o Castelo de Guimarães é também premiado internacionalmente. Em abril de 2014, o portal “Tourism-Review”, um dos mais importantes sites de notícias de profissionais de turismo, com buscas em várias publicações e artigos sobre a indústria do setor, a fim de proporcionar aos seus leitores informações relacionadas com as suas necessidades de negócios e de viagens, indicou o Castelo de Guimarães como uma das dez fortificações a serem visitadas na Europa.