
Grupos de teatro de amadores de Guimarães no CCVF entre quinta-feira e o fim de semana
“Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, foi a peça escolhida para o espetáculo final que celebra, no domingo, mais um ano de frequência nas Turmas de Iniciação Teatral promovidas pelo Teatro Oficina. Em 2015 comemoram-se os 550 anos do nascimento de Gil Vicente.
A partir desta quinta-feira e até sábado, dias 21, 22 e 23 de maio, o palco do Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor acolhe as apresentações dos projetos do concurso de apoio à criação teatral para os grupos de teatro de amadores do concelho de Guimarães.
Realizado anualmente, este concurso pretende promover a criação, a divulgação e o desenvolvimento de obras da dramaturgia de todas as épocas, apoiar a atividade dos grupos de teatro de amadores do concelho de Guimarães e fomentar o gosto pela fruição e prática artística na área do teatro.
Esta quinta-feira, o Pequeno Auditório do CCVF recebe a primeira peça da Mostra de Teatro de Amadores, “Conversas Divinas”, da Citânia - Associação Juvenil, que abordará o tema da morte. No sábado, é a vez do Teatro de Ensaio Raul Brandão apresentar “Ridendo Castigat Mores” (A rir corrigem-se os costumes).
Na noite anterior, sexta-feira, entra em cena “O Rapaz da Última Fila”, do Teatro Coelima, uma peça sobre a escola e a família, onde se encontram duas personagens. Uma é um professor de literatura, de liceu, Germano, que escolheu esta profissão porque pensava que lhe ia permitir viver em contacto com os grandes livros. Um dia, pede aos alunos que escrevam sobre o que fizeram no último fim de semana. E entre redações horríveis descobre uma, inesperada pelo seu conteúdo e forma, que é a da outra personagem especial, o rapaz da última fila.
“Romeu e Julieta” no domingo
As Turmas de Iniciação Teatral do Teatro Oficina reúnem-se este domingo, 24 de maio, às 17 horas, ano Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor para uma apresentação final do trabalho desenvolvido durante o ano letivo.
Segundo Marcos Barbosa, diretor artístico do Teatro Oficina e responsável pela encenação da peça “Romeu e Julieta”, esta «é a forma perfeita de dizermos que o teatro é um encontro de uma cidade inteira à volta das palavras, onde atores cidadãos aceitam, sem medo, a ação a que essas palavras obrigam. E se no palco se conta uma história de amor que é uma tragédia, civicamente fazemos outra coisa, uma vingança Shakespeariana que a transforma numa gloriosa e amorosa relação com o futuro e um desejo de transformação neste lugar e momento».