
Guimarães recebe Conferência Internacional de Governação Eletrónica
Sessão de abertura realiza-se esta segunda-feira de manhã no CCVF e junta Joaquim Cardoso da Costa, Paulo Neves, Max Bond, António M. Cunha e Domingos Bragança.
A 8ª Conferência Internacional sobre Teoria e Prática de Governação Eletrónica (ICEGOV) decorre em Guimarães entre esta segunda e quinta-feira, de 27 a 30 de outubro, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, sob o tema “Ascensão de dados pós-2015 - Empoderamento dos Cidadãos e Instituições Responsáveis”.
O objetivo é juntar governos, Nações Unidas, academia e sociedade civil para discutir como a tecnologia e a análise intensivas de dados vão afetar o mundo após 2015 e, ainda, identificar caminhos para dinamizar os serviços públicos eletrónicos.
A sessão de abertura é na segunda-feira, às 9h00, com a presença do secretário de Estado da Modernização Administrativa, Joaquim Cardoso da Costa, do presidente da Agência para a Modernização Administrativa (AMA), Paulo Neves, do representante da Universidade das Nações Unidas, Max Bond, do reitor da Universidade do Minho, António M. Cunha, e do presidente do Município de Guimarães, Domingos Bragança.
Segue-se a palestra do procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo. O programa inclui mais de 100 oradores e alguns dos principais especialistas internacionais na área, garantindo um debate ao mais alto nível.
O evento tem o alto patrocínio da Presidência da República e é organizado pela UMinho, pela AMA e pelo Centro para a Governação Eletrónica da Universidade das Nações Unidas, recém-criado em Guimarães. O portal oficial da conferência está no seguinte endereço eletrónico: <http://icegov.org>.
EVENTO À ESCALA PLANETÁRIA
Portugal marca o itinerário de um evento internacional que já percorreu vários pontos do mundo, como Macau (ICEGOV2007), Cairo (ICEGOV2008), Bogotá (ICEGOV2009), Pequim (ICEGOV2010), Tallinn (ICEGOV2011), Albânia (ICEGOV2012) e Seul (ICEGOV2013).
A experiência acumulada ao longo das sete edições anteriores permite antever para Guimarães um evento com uma audiência vasta, diversificada e muito especializada. As contas da organização falam por si:
Em média, cada conferência ICEGOV atrai a submissão de 136 papers provenientes de 51 países e congrega uma audiência superior a 400 participantes, abrangendo representantes governamentais (40%), academia (36%), indústria e sociedade civil (14%) e organizações internacionais e ligadas à ONU (10%).
CONFERÊNCIA MUITO ABRANGENTE
As seis áreas temáticas (tracks) abertas à submissão de trabalhos (call for papers) refletem a abrangência da conferência, com os dados abertos e o “big data” em grande destaque:
Track 1: Data for development - À medida que as novas tecnologias facilitam a agregação de dados em várias formas e para diferentes finalidades, de que forma podem os governos e as empresas tirar proveito da disponibilidade de dados abertos e do “big data”.
Track 2: Citizen Empowerment - De que forma os cidadãos, empresas e outros atores não-governamentais podem ser mais envolvidos e potenciados face aos dados?
Track 3: Ethics, Accountability e Transparency - De que forma as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) podem impulsionar os cidadãos a exigir (e receber) dos seus governos padrões elevados de ética, transparência e accontability, em benefício das políticas públicas, da performance do sector público e da prevenção da corrupção?
Track 4: Policy Innovation and Digital Science - Como podem as inovações proporcionadas pelas TIC, ao nível das políticas e da governação, ser transferidas e adaptadas com sucesso ao perfil e características locais.
Track 5: Electronic Governance for Sustainable Development - De que forma podem os governos, suportados pelas TIC, trabalhar em conjunto com os cidadãos, empresas, academia e outros atores não-governamentais em prol do desenvolvimento sustentável, equitativo e assente nos direitos?
Track 6: Leadership and Organization - Como podem os líderes governamentais gerir e organizar as competências e recursos TIC de forma a proporcionar valor público?