
Obras doadas pelo pintor Jaime Silva vão integrar Plataforma das Artes e da Criatividade
Exposição decorrerá em 2016 e terá por universo o núcleo das obras doadas à Câmara Municipal. Artista quer contribuir para reforçar a importância de Guimarães como uma centralidade de referência no domínio das artes plásticas.
A Câmara Municipal de Guimarães e o pintor Jaime Silva oficializaram, esta segunda-feira, 30 de março, a oferta de dezasseis obras da autoria do artista plástico, uma delas composta por dezoito desenhos, cujo espólio será exposto publicamente a partir do próximo ano, no Centro Internacional de Artes José de Guimarães, situado na Plataforma das Artes e da Criatividade.
Jaime Silva é um dos mais importantes e reputados pintores da arte contemporânea, tendo granjeado reconhecimento nacional e internacional. Está representado num conjunto significativo de instituições e coleções públicas e privadas. O seu percurso artístico tem sido reconhecido pela maioria dos críticos de arte portuguesa, entre os quais, José Augusto França, Fernando Pernes, Fernando Azevedo, Laura Castro, Egídio Álvaro, Rui Mário Gonçalves, entre outros.
O pintor tem uma forte ligação afetiva a Guimarães, cidade onde viveu alguns anos importantes da sua vida e da vida do país – a transição da ditadura para a Democracia, entre 1972 e 1976. A vontade de Jaime Silva em contribuir para reforçar a importância de Guimarães como centralidade de referência no domínio das artes plásticas vem de encontro às aspirações do Município, que tem desenvolvido uma intensa atividade nas diversas áreas culturais, designadamente através do investimento estratégico em equipamentos vocacionados para locais expositivos.
«Consideramos Jaime Silva um vimaranense e a oferta de parte das suas obras é um ato generoso que a Câmara Municipal de Guimarães agradece. Trata-se de uma memória afetiva, com um grande simbolismo e uma elevada dimensão cultural no âmbito das artes plásticas», afirmou Domingos Bragança, Presidente do Município. O autor, por sua vez, enalteceu a «afirmação cultural e a dedicação de Guimarães», acrescentando que o seu gesto pretendeu associar-se a um concelho «com pessoas interessadas e interessantes».