
Projeto sustentável da Câmara de Guimarães premiado com Selo de Cidade Inteligente
Distinção entregue durante “Semana Nacional para o Crescimento Verde”. Apenas cinco Municípios portugueses foram galardoados. Em Guimarães, consumos de energia pública reduziram na ordem dos 30%, cerca de 98 mil euros por ano.
O projeto implementado pela Câmara Municipal de Guimarães para regular, numa primeira fase, a intensidade da luz pública em 15 das 48 freguesias do concelho foi distinguido com o selo “A Smart Project for Smart Cities”. O prémio visa distinguir projetos associados ao conceito de ‘cidade inteligente’ de forma a promover o desenvolvimento de cidades inovadoras, sustentáveis, criativas, inclusivas e conectadas, geridas de acordo com o conceito de governação aberta e orientadas para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
Promovida pela INTELI – Inteligência em Inovação, Centro de Inovação, a cerimónia decorreu esta quinta-feira, 05 de março, no Centro de Congressos de Lisboa, no âmbito da “Green Business Week – Semana Nacional para o Crescimento Verde”. «Este Selo também tem em conta a construção do futuro e o que está a ser feito em prol das Smart Cities! A Cidade Inteligente é um caminho muito importante no desiderato que Guimarães pretende levar a cabo na construção de uma cidade verde», referiu o Vereador Ricardo Costa, a quem foi entregue o prémio em representação do Presidente do Município de Guimarães, Domingos Bragança.
O Selo “A Smart Project for Smart Cities” terá uma periodicidade anual e, nesta primeira edição, destinou-se a distinguir apenas cinco projetos dos Municípios membros da RENER – Rede Portuguesa de Cidades Inteligentes. O projeto da Câmara de Guimarães tem como objetivo a modernização das redes de iluminação pública, com a implementação de Reguladores de Fluxo Luminoso em 43 Postos de Transformação no concelho de Guimarães, abrangendo 3200 pontos de luz e permitindo poupança de energia nas instalações de Iluminação Pública a partir da redução dos níveis de luminância em períodos noturnos de menor atividade.
Os reguladores de fluxo luminoso permitem o controlo de parâmetros do regulador e visualização de dados de consumos a partir de um centro de gestão. Com a implementação destas tecnologias SMART de telegestão (feita à distância), reduziu-se os consumos energéticos na ordem dos 30%, cerca de 98 mil euros por ano, sendo que a poupança de energia pública é conseguida sem risco de perda de qualquer das qualidades funcionais dos sistemas de iluminação pública para os cidadãos.
A execução do projeto do Município de Guimarães teve uma taxa de cofinanciamento de 85%, no âmbito de Eixo 1 do Programa Operacional Regional do Norte, com um investimento elegível aprovado de 368.470€ e uma comparticipação do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.