Guimarães acolhe um dos mais importantes fóruns internacionais dedicados à resiliência urbana
Mais de 400 participantes de toda a Europa reúnem-se em Guimarães para debater o futuro das cidades
O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, mostrou-se satisfeito por “Guimarães estar no topo mundial da reflexão e do debate sobre os temas do ambiente, da sustentabilidade e da resiliência urbana”, à entrada da 13.ª edição do Fórum Europeu de Resiliência Urbana (EURESFO) organizado pela ICLEI Europa e pela Agência Europeia do Ambiente (AEA). Esta é uma das mais relevantes iniciativas internacionais dedicadas à resiliência urbana, à adaptação às alterações climáticas e ao desenvolvimento sustentável.
Ricardo Araújo sublinhou a magnitude do evento ao destacar a presença de mais de 400 participantes, entre os quais Presidentes de Câmara, investigadores, técnicos, intervenientes de instituições da sociedade civil, de instituições da União Europeia, neste fórum realizado no Pavilhão de Multiusos Guimarães, de 17 a 19 de junho.
O autarca considera que Guimarães, enquanto Capital Verde Europeia 2026, “tem a oportunidade e a responsabilidade de demonstrar como as cidades podem transformar a ambição climática em ações concretas e em melhorias tangíveis na vida das pessoas”.
O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães assinalou a importância destes fóruns como espaços privilegiados de debate, partilha de conhecimento e cooperação, concluindo que “os desafios que temos pela frente exigem liderança, inovação e investimento. Mas, acima de tudo, exigem colaboração. Nenhuma cidade consegue responder sozinha a estes desafios”.
O autarca partilhou ainda a sua visão sobre a resiliência urbana, colocando sempre as pessoas e a promoção da qualidade de vida no centro da discussão. “Hoje, a resiliência já não se resume à adaptação às alterações climáticas. Trata-se de construir cidades capazes de responder a múltiplos desafios interligados, garantindo simultaneamente uma elevada qualidade de vida para os seus cidadãos”, disse Ricardo Araújo.
O Presidente destacou ainda que, em Guimarães, a ação climática está integrada na visão estratégica e abrangente do Município, uma vez que “as alterações climáticas, a perda de biodiversidade, a saúde pública, a coesão social e o desenvolvimento económico estão profundamente ligados” disse o autarca, considerando que “a ação climática deixou de ser uma área isolada de intervenção em Guimarães. É hoje uma parte integrante das nossas políticas públicas e da nossa visão para o futuro”.
Desde 2013, o Fórum Europeu de Resiliência Urbana tem desempenhado um papel fundamental na promoção da cooperação entre cidades e regiões europeias, funcionando como uma plataforma de intercâmbio de experiências e boas práticas relacionadas com a adaptação às alterações climáticas, a gestão de riscos e a construção de comunidades mais resilientes.
A edição deste ano do Fórum Europeu de Resiliência Urbana centra-se em abordagens integradas à resiliência climática para além da adaptação, promovendo a reflexão sobre a forma como as cidades podem responder a desafios cada vez mais complexos e interligados.
