Guimarães apresenta primeiro relatório de monitorização do Plano Municipal de Ação Climática
Primeiro ciclo de implementação do PMAC, relativo ao período 2024-2026, permite avaliar a execução das 66 medidas e 396 ações previstas e identificar prioridades para a próxima fase.
O Laboratório da Paisagem recebeu, na passada terça-feira, a primeira reunião de apresentação do Relatório de Monitorização do primeiro ciclo de implementação do Plano Municipal de Ação Climática (PMAC) de Guimarães, relativo ao período 2024-2026. A sessão foi presidida pelo Vereador de Ambiente Alberto Martins e contou com a presença da comissão de acompanhamento e monitorização composta por várias entidades municipais, representantes das forças políticas locais, entidades públicas e institucionais, organizações ambientais, forças de segurança, representantes do setor social, academia, escolas e outros parceiros com intervenção relevante na ação climática do território.
O primeiro ciclo de monitorização foi coordenado pelo Departamento de Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Municipal de Guimarães, com o apoio do Laboratório da Paisagem, envolvendo os diferentes serviços e entidades responsáveis pela implementação das medidas previstas no PMAC. O processo permitiu consolidar uma metodologia de acompanhamento, recolher e sistematizar informação, analisar os resultados e validar os dados com os técnicos responsáveis por cada setor.
O relatório constitui o primeiro exercício estruturado de monitorização da execução do PMAC e sistematiza o progresso das 66 medidas previstas no Plano, distribuídas por 10 setores na componente de adaptação e seis setores na componente de mitigação.
Na adaptação, o primeiro ciclo de monitorização demonstra que 79,6% das ações já foram iniciadas e 48,8% se encontram concluídas. Na mitigação, 43 das 72 ações identificadas nas 14 medidas encontram-se em execução. O relatório analisa ainda o potencial de redução de emissões associado às ações de mitigação, verificando que a sua concretização integral permite cobrir a meta de redução de emissões definida para 2030. Uma das principais novidades deste primeiro relatório é a introdução de uma ferramenta que permite identificar e antecipar riscos associados à execução de cada medida, apoiando a definição de prioridades e a adoção atempada de medidas de resposta e que complementa a avaliação de risco por setor com uma análise individual das medidas do PMAC. Esta abordagem permite identificar antecipadamente situações que podem comprometer a execução e apoiar a definição de prioridades de intervenção e de eventuais medidas de contingência.
O relatório evidencia igualmente a importância de reforçar a monitorização dos indicadores de desempenho, a articulação entre os diferentes setores e instituições e a disponibilidade e qualidade dos dados de suporte à decisão. A monitorização do PMAC assume particular importância por se tratar de um instrumento dinâmico, com horizonte de implementação até 2030. Os resultados agora apresentados constituem uma referência para o próximo ciclo de acompanhamento, permitindo atualizar o estado de execução das medidas, aprofundar a análise dos riscos e ajustar prioridades em função da evolução do território e dos desafios climáticos.
Este primeiro relatório de monitorização representa, assim, um passo adicional no compromisso de Guimarães com uma ação climática baseada em evidência, monitorizada e transparente, contribuindo para a concretização dos objetivos municipais de neutralidade climática até 2030 e de construção de uma cidade de um só planeta até 2050.
