Guimarães participa no 18.º Congresso Mundial das Cidades Património Mundial
Município participa na troca de experiências com cidades Património Mundial de todo o mundo e nas decisões sobre o futuro da Organização.
O Município de Guimarães esteve representado no 18.º Congresso Mundial da Organização das Cidades Património Mundial (OCPM), que decorreu de 26 a 29 de outubro, em Marraquexe, Marrocos, pelo Vereador Constantino Veiga, responsável pelos pelouros do Centro Histórico e do Urbanismo, e por Ricardo Rodrigues, Chefe da Divisão do Património Mundial e Bens Classificados. O encontro contou com representantes de 55 cidades da rede, provenientes de diferentes regiões do mundo.
Sob o tema The New Urban Project: Toward Habitability of Historic Centers (O Novo Projeto Urbano: Rumo à Habitabilidade dos Centros Históricos), o congresso promoveu o debate entre decisores políticos e responsáveis técnicos, a partilha de boas práticas e a reflexão sobre políticas e instrumentos de apoio à recuperação e habitabilidade dos centros históricos.
Para além da dimensão técnica, o encontro foi também marcado por decisões sobre o futuro da Organização. Na 29.ª Assembleia Geral foi eleito Presidente da OCPM o Presidente do Município de Córdova, em Espanha, e escolhidas as dez cidades que integrarão o Conselho de Administração nos próximos dois anos. Dubrovnik, na Croácia, foi eleita cidade anfitriã do próximo Congresso Mundial, em 2028.
A OCPM está ligada a mais de 200 cidades Património Mundial em todo o mundo, promovendo a cooperação internacional e a definição de estratégias comuns para a salvaguarda e valorização do património urbano.
A participação de Guimarães destaca-se pelo percurso de reabilitação urbana iniciado na década de 1980, que conduziu à classificação do Centro Histórico como Património Mundial, em 2001, e à extensão à Zona de Couros, em 2023. Um percurso que continua até hoje, constituindo um exemplo de continuidade e consolidação de políticas e práticas de salvaguarda e valorização do património.
A participação de Guimarães permitiu partilhar a experiência acumulada na gestão do seu Centro Histórico e acompanhar o trabalho desenvolvido por outras cidades Património Mundial, bem como os desafios que enfrentam em matérias como o turismo, a mobilidade, a habitação e as alterações climáticas. Problemáticas que, em diferentes graus, exigem uma atenção permanente e a adequação das políticas e instrumentos de gestão, de forma a assegurar a salvaguarda do Valor Universal Excecional dos sítios classificados, em equilíbrio com as dinâmicas e a ambição de cidades que procuram posicionar-se na linha da frente da transformação urbana.
