Guimarães recebe pela primeira vez Academia da Diplomacia e reforça estratégia de projeção internacional
Ricardo Araújo defende uma internacionalização capaz de abrir portas às empresas, ao conhecimento e ao investimento.
Guimarães recebeu, esta quinta-feira, no Paço dos Duques de Bragança, a Sessão Solene de Investidura de Novos Membros da Academia da Diplomacia, realizada pela primeira vez na cidade e fora do seu formato habitual em Madrid. A cerimónia reuniu cerca de uma centena de participantes, representantes de 13 embaixadas e personalidades dos meios diplomático, empresarial, académico, jornalístico e institucional.
A realização deste ato solene em Guimarães reforça a estratégia de projeção internacional que a Câmara Municipal tem vindo a desenvolver, assente na criação de relações institucionais capazes de gerar novas oportunidades económicas, empresariais, científicas, académicas e culturais para o concelho.
Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, sublinhou que “para uma cidade como Guimarães, a dimensão internacional é uma questão estratégica. Somos um território de empresas que aprenderam a produzir, a competir e a exportar. Temos empresários que conhecem os mercados internacionais há muito tempo, conhecimento industrial acumulado durante gerações e uma cultura de trabalho que constitui uma das nossas maiores riquezas”.
Nos últimos dias, Ricardo Araújo recebeu representantes diplomáticos de países como México, Hungria, Argentina e Uruguai, entre outros, num trabalho de aproximação que a governação municipal pretende traduzir em relações concretas entre empresas, universidades, instituições, cidades e agentes culturais.
Para o Presidente da Câmara Municipal, a internacionalização só faz sentido quando produz resultados para o território. “A cooperação internacional entre cidades tem de ser capaz de abrir portas às nossas empresas, às nossas universidades, à cultura, aos artistas, aos jovens e aos estudantes. É essa capacidade de aproximar pessoas, instituições e oportunidades que queremos colocar ao serviço de Guimarães”, apontou.
Ricardo Araújo enquadrou esta nova abertura internacional numa estratégia mais ampla de transformação económica do concelho, defendendo a valorização da forte base industrial de Guimarães através de mais conhecimento, tecnologia, inovação e capacidade de criar valor.
“Não queremos deixar de ser um território industrial de referência nos setores onde Guimarães construiu competências ao longo de décadas. Queremos acrescentar-lhes uma nova geração de indústria, de conhecimento e de inovação”, afirmou.
Essa ambição traduz-se na aposta em áreas como as tecnologias médicas, o aeroespacial, a inteligência artificial, a supercomputação e os novos materiais, procurando simultaneamente reforçar os setores tradicionais e criar novas oportunidades de investimento, emprego qualificado e desenvolvimento económico.
Perante uma plateia com forte representação diplomática internacional, Ricardo Araújo destacou ainda o papel da diplomacia enquanto instrumento de aproximação entre territórios e de construção de relações duradouras. “A diplomacia tem essa característica extraordinária de ser capaz de reduzir distâncias sem alterar a geografia”, valorizou.
Treze novos membros investidos em Guimarães
A cerimónia ficou marcada pela investidura de 13 novos membros da Academia da Diplomacia, que receberam o diploma e a insígnia correspondentes à sua integração na instituição. Entre os novos académicos encontram-se personalidades de diferentes áreas da vida diplomática, empresarial, académica, jornalística e institucional. Entre elas está Paulo Coelho Lima, CEO do Grupo Lameirinho, cuja ligação a Guimarães e percurso empresarial foram destacados pelo Presidente da Câmara.
O ato solene contou com a presença de Santiago Velo de Antelo, Presidente Executivo da Academia da Diplomacia, e de Jorge Antas de Barros, Chefe da Delegação da Academia da Diplomacia em Portugal, além dos representantes das 13 embaixadas e das diversas personalidades nacionais e internacionais presentes.
Na sua intervenção, Jorge Antas de Barros enquadrou a sessão nas profundas transformações da ordem internacional, marcadas pela emergência de novos centros de poder, pela crescente interdependência económica, pela evolução tecnológica e pela redefinição de alianças, defendendo o diálogo e a diplomacia como instrumentos essenciais para compreender o presente e antecipar os desafios do futuro.
O responsável valorizou igualmente a escolha de Guimarães para acolher a cerimónia, destacando a identidade histórica da cidade e a sua crescente abertura ao mundo.
No encerramento da sessão, Ricardo Araújo foi distinguido pelo Presidente Executivo da Academia da Diplomacia, Santiago Velo de Antelo, num momento de reconhecimento pelo acolhimento proporcionado à realização deste ato solene em Guimarães.
A cerimónia projetou Guimarães junto de representantes diplomáticos e decisores de diferentes áreas e reforçou a estratégia municipal de transformar relações internacionais em novas pontes para o investimento, para o conhecimento, para a cultura e para a afirmação económica do concelho.
