Guimarães reforça apelo nacional ao reconhecimento do 24 de Junho como Dia Um de Portugal
Ricardo Araújo reafirma 24 de Junho como o Dia Um de Portugal e desafia o país a reconhecer em Guimarães a origem da identidade nacional.
O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, voltou a defender com clareza o reconhecimento do 24 de Junho como Dia Um de Portugal, afirmando que esta é uma causa de memória, identidade e justiça histórica para com o papel fundador de Guimarães na construção da nação.
Numa mensagem de forte significado, Ricardo Araújo sublinhou que “Guimarães é uma terra que não se limita a recordar a História. Sente-se obrigada a estar à altura dela”, reafirmando a convicção de que o país deve reconhecer de forma mais expressiva o valor do 24 de Junho na construção nacional.
Para o Presidente da Câmara, esta não é apenas uma evocação histórica. É uma afirmação de responsabilidade coletiva e de consciência nacional. “Queremos ser uma cidade que honra o que recebeu, construindo aquilo que ainda falta fazer”, declarou, ligando a centralidade histórica de Guimarães à necessidade de projetar esse legado no presente e no futuro.
Ricardo Araújo entende que a consagração do 24 de Junho como Dia Um de Portugal corresponde ao reconhecimento de uma verdade fundadora que ultrapassa o plano local e interpela o país inteiro. A seu ver, Guimarães deve ser reconhecida não apenas como símbolo do nascimento de Portugal, mas como lugar vivo da sua identidade.
Essa visão foi reafirmada num momento particularmente relevante para o concelho, marcado pela visita do Presidente da República a Guimarães, ocasião que o autarca enquadrou como sinal de reconhecimento político e institucional da importância da Cidade Berço e da Capital Verde Europeia 2026.
Para Ricardo Araújo, reconhecer esta data é reconhecer a matriz do país e valorizar, com justiça, o papel único de Guimarães na origem da nacionalidade. “São Mamede ocupa, para nós, um lugar absolutamente singular. Não como episódio isolado, não como simples objeto de exaltação histórica, não como matéria para celebração protocolar, mas como o acontecimento fundador da nossa possibilidade coletiva”, afirmou.
Neste contexto, o Presidente do Município defendeu que “as comemorações dos 900 anos da Batalha de S. Mamede, que celebraremos em 2028, não devem ser entendidas como uma efeméride municipal ampliada, mas como uma grande convocação nacional”.
Na sessão pública, realizada no auditório do Laboratório da Paisagem, o Presidente da República, António José Seguro sublinhou o simbolismo de iniciar o seu mandato com uma deslocação a Guimarães. “É sempre especial regressar a Guimarães. Hoje regresso como Presidente da República. É ainda mais especial. Guimarães é, para todos nós, o berço da nacionalidade. Mas hoje demonstra também que pode ser muito mais do que isso. Pode ser também um berço de futuro”, afirmou.
