Guimarães vai receber a Assembleia Geral da UCCLA em 2027 e Ricardo Araújo é eleito Vice-Presidente
Ricardo Araújo garantiu, em Macau, a realização do encontro em Guimarães e foi ainda eleito Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral para o mandato 2026-2028. A decisão tomada na XLIII Assembleia Geral reforça a projeção internacional de Guimarães e antecipa um ciclo simbólico rumo às celebrações dos 900 anos da Batalha de São Mamede
Guimarães foi escolhida para receber, em 2027, a próxima Assembleia Geral da UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, numa decisão tomada esta segunda-feira, em Macau, durante a XLIII Assembleia Geral da organização. A eleição representa uma importante conquista para o concelho, reforçando a sua presença no espaço da lusofonia e a sua capacidade de afirmação internacional.
Aquela decisão foi tomada, hoje, em Macau, no decurso da XLIII Assembleia Geral da organização, num momento de afirmação internacional do concelho. O regresso deste encontro maior da UCCLA a solo vimaranense consolida Guimarães como parceiro estratégico de presente e de futuro no universo lusófono.
A este resultado soma-se uma segunda conquista institucional. Ricardo Araújo, Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, foi eleito Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da UCCLA para o mandato 2026-2028, voltando o Município a ocupar um lugar de destaque na estrutura da qual é membro efetivo.
Para Ricardo Araújo, esta decisão confirma a ambição de Guimarães em assumir uma presença internacional mais ativa, consequente e útil para o futuro do território. “Guimarães mostra assim a sua aposta em ter uma política ativa de cooperação internacional, evidenciando um novo dinamismo e protagonismo nas relações internacionais, em particular no espaço da lusofonia”, afirma o autarca.
Na intervenção de apresentação da candidatura de Guimarães, em Macau, Ricardo Araújo sublinhou o significado político e simbólico desta proposta, enquadrando-a na estratégia internacional do Município e na identidade histórica da cidade. “Decidimos apresentar e submeter esta proposta para o acolhimento da próxima Assembleia Geral da UCCLA como testemunho da nossa vontade de voltar a ter uma participação ativa nesta organização”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, acrescentando, perante os membros presentes em Macau, que receber esta reunião “seria uma especial honra” por acontecer “um ano antes de iniciarmos as celebrações dos 900 anos da Batalha de São Mamede de 1128, ato fundador da nossa Portugalidade”.
O Presidente da Câmara destacou, ainda, os argumentos distintivos de Guimarães para acolher este encontro internacional, sublinhando tratar-se de uma cidade de forte história e tradição, reconhecida como Património Mundial da UNESCO, que foi Capital Europeia da Cultura em 2012 e que, em 2026, assume o título de Capital Verde Europeia, espelhando uma visão de desenvolvimento que cruza cultura, sustentabilidade, inovação e cooperação.
“Será uma grande honra e um privilégio para Guimarães poder acolher-vos a todos na próxima Assembleia Geral da UCCLA”, declarou Ricardo Araújo perante os membros da organização, reafirmando a disponibilidade do concelho e de Portugal para receber, em 2027, uma assembleia à altura da relevância política, institucional e estratégica da UCCLA.
A escolha de Guimarães para acolher a próxima Assembleia Geral e a eleição de Ricardo Araújo para a Vice-Presidência da Mesa da Assembleia Geral representam um novo ciclo de afirmação externa do concelho, consolidando o seu papel como parceiro estratégico de presente e de futuro no universo lusófono. A UCCLA, criada em 1985, reúne municípios e parceiros com o objetivo de promover entendimento, cooperação e oportunidades económicas, sociais, culturais e institucionais no espaço lusófono.
A presença de representantes de várias cidades e instituições do universo lusófono em Guimarães, em 2027, abre também portas ao fortalecimento de redes internacionais, à captação de investimento e à afirmação do concelho como plataforma de diálogo, inovação e desenvolvimento no espaço da língua portuguesa.
