CIAJG abre nova etapa artística e projeta Guimarães no panorama da arte contemporânea
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, marcou presença, no passado sábado, 21 de março, na inauguração do novo ciclo expositivo do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), que assinala também o início da direção artística de Miguel Wandschneider.
A cerimónia contou ainda com a presença da vereadora da Cultura, Isabel Ferreira, do presidente executivo d’A Oficina, Esser Jorge Silva, e do artista vimaranense José de Guimarães. A inauguração marcou o arranque de uma nova etapa para o centro de artes, com a apresentação de três exposições: a retrospetiva “Come di”, de Jorge Molder, a mostra “Back Outside”, do artista escocês Aidan Duffy, e uma nova apresentação do núcleo de Artes Tradicionais Africanas da coleção de José de Guimarães.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara destacou o significado do CIAJG para a cidade e a sua origem na transformação do antigo mercado municipal. “O CIAJG tem uma particularidade que me merece destaque: trata-se de um espaço de arte que nasceu num espaço que estava intimamente ligado à vida da cidade”, afirmou. Para Ricardo Araújo, essa origem simboliza a continuidade de um lugar de encontro, uma vez que um mercado municipal é “um espaço de circulação, de troca, de diálogo e de interação”, destacou.
O autarca sublinhou ainda que o centro deve continuar a afirmar-se como um espaço de relação entre a arte e a comunidade. “O desejo que lhes quero formular é que o CIAJG e estas exposições possam ser a continuação desta ideia de cidade como um espaço de encontro, como um espaço de relação, sobretudo daquelas onde aprendemos a olhar melhor e a dialogar melhor uns com os outros”, afirmou.
O curador Miguel Wandschneider, considera que esta inauguração marca o início de “uma nova etapa” na história do CIAJG, que considera ser “o mais relevante centro de arte contemporânea em Portugal fora de Lisboa e do Porto. Gostaria que o CIAJG tivesse, daqui em diante, um horizonte internacional bastante mais vasto e que tivesse, concomitantemente, a capacidade de inscrição do seu programa expositivo num contexto internacional”, concluiu.
As exposições ficam patentes ao público até 6 de setembro.
