Cine-concerto “Daqui Houve Resistência” evocou a memória da resistência antifascista e homenageou Eduardo Ribeiro no centenário do seu nascimento
Mais de uma centena de pessoas encheu o Largo Condessa do Juncal para uma noite de memória e emoção, onde a música, as imagens e os testemunhos evocaram a resistência antifascista e prestaram homenagem a Eduardo Ribeiro, precisamente no dia em que se assinalaram os 100 anos do seu nascimento.
Com banda sonora original de Manuel de Oliveira — interpretada ao vivo pelo próprio, acompanhado por Sandra Martins, no violoncelo, Mário Druml, na percussão, e O.Phole, na concertina e eletrónica —, o cine-concerto “Daqui Houve Resistência” transformou uma das praças mais emblemáticas de Guimarães num espaço de evocação coletiva, onde a arte e a memória se uniram para recordar a coragem de quem escolheu resistir.
Integrado nas comemorações «Abril com Cantigas do Maio» e nas celebrações do centenário de Eduardo Ribeiro, o cine-concerto constituiu um momento de reflexão e homenagem a uma das maiores figuras da luta pela liberdade em Guimarães e no Norte do país.
Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, considerou que recordar figuras como Eduardo Ribeiro constitui “uma obrigação de todos os que hoje vivem em democracia e, em particular, daqueles que exercem responsabilidades políticas”, defendendo que é dever das instituições “respeitar, valorizar e reconhecer aqueles que dedicaram grande parte da sua vida à defesa da liberdade e da democracia”. O autarca sublinhou ainda que Eduardo Ribeiro é “um dos nossos exemplos maiores”, lembrando que a democracia de que hoje se usufrui foi construída pela coragem, pelo compromisso e pelo sacrifício de homens e mulheres que escolheram resistir.
A noite abriu com um momento de particular intimidade e emoção, protagonizado por Inês Ribeiro, neta de Eduardo Ribeiro, que recordou o percurso de vida, o compromisso cívico e a dimensão profundamente humana do homenageado. Num testemunho marcado pela memória e pela gratidão, evocou o avô e deu início às celebrações do seu centenário, sublinhando a importância de manter vivo um legado de coragem, serviço e liberdade.
Ao longo da sessão, a memória ocupou o centro da cidade através das imagens, dos sons e das histórias de quem escolheu resistir. Entre projeções e música ao vivo, o cine-concerto convidou o público a revisitar episódios marcantes da resistência antifascista portuguesa, num momento de emoção, escuta e reflexão coletiva sobre os valores e os sacrifícios que ajudaram a construir a liberdade.
