Guimarães abre em Briteiros novo parque florestal com seis hectares de beleza natural
Guimarães ganhou, em Briteiros, seis hectares de beleza natural devolvidos à comunidade. O Parque Florestal da Quinta da Ponte foi inaugurado no sábado e transforma antigos terrenos agrícolas num novo espaço público de natureza, lazer e património, junto ao Museu da Cultura Castreja.
Guimarães conta, desde sábado, com um novo espaço de natureza, lazer e fruição pública. O Parque Florestal da Quinta da Ponte, em Briteiros, foi inaugurado após uma intervenção que transformou seis hectares de antigos terrenos agrícolas num espaço aberto à comunidade, valorizando ambiental e paisagisticamente aquela zona do concelho e criando uma nova área de fruição na envolvente do Museu da Cultura Castreja e da Citânia de Briteiros.
A cerimónia contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, do Presidente da União de Freguesias de Briteiros São Salvador e Briteiros Santa Leocádia, Diogo Costa, e do Presidente da Sociedade Martins Sarmento, Antero Ferreira, entre outras individualidades e representantes das entidades envolvidas no projeto. A inauguração assinalou a concretização de uma intervenção desenvolvida em cooperação entre as três entidades, com projeto do Laboratório da Paisagem de Guimarães e o envolvimento de diferentes equipas municipais.
Ricardo Araújo destacou o impacto do novo espaço para o território e para a população, sublinhando que o alcance do parque ultrapassa a escala local. “Temos aqui um belíssimo parque que não orgulha apenas Briteiros. É um parque que orgulha Guimarães e é um parque para servir Guimarães”, afirmou, defendendo uma visão de desenvolvimento equilibrado do concelho e de valorização de todas as freguesias.
“Temos de cuidar e tratar bem o centro da cidade, como temos de cuidar e tratar bem as restantes freguesias de todo o concelho. Merecem a mesma atenção, o mesmo cuidado e a mesma valorização”, reforçou o Presidente da Câmara, destacando a importância de intervenções que respondem às necessidades das populações e criam melhores condições para a fruição do espaço público.
Projeto traduz no território a ambição da Capital Verde Europeia
A abertura do Parque Florestal da Quinta da Ponte assume particular significado em 2026, ano em que Guimarães é Capital Verde Europeia. Para Ricardo Araújo, o projeto traduz a ambição de deixar transformações visíveis no território. “O principal legado que queremos deixar passa pela consciencialização da nossa comunidade para a importância da defesa do ambiente e da sustentabilidade, mas também por transformações no território. Este projeto é um exemplo claro dessa ambição”, salientou.
A intervenção valorizou uma área atravessada pelo rio Febras, preservando a identidade natural e rural da Quinta da Ponte e elementos existentes como a eira, o espigueiro, o moinho, o alpendre e as estruturas graníticas das antigas habitações dos caseiros do Solar da Ponte, onde viveu, no século XIX, Francisco Martins Sarmento. O espaço integra agora percursos pedonais e áreas destinadas ao lazer, ao contacto com a natureza e à permanência da comunidade, num trabalho assente em princípios de renaturalização e engenharia ecológica.
Ricardo Araújo sublinhou precisamente essa dimensão, considerando que “é tão importante preservar e recuperar o património natural como devolvê-lo à comunidade, para que as pessoas possam usufruir e desfrutar desta riqueza ambiental e ecológica”. Para o autarca, a intervenção contribui diretamente para o objetivo de fazer de Guimarães uma referência europeia de qualidade de vida.
Um projeto para a comunidade e para quem visita Briteiros
O Presidente da União de Freguesias de Briteiros São Salvador e Briteiros Santa Leocádia, Diogo Costa, recordou que o projeto começou a ganhar forma em 2021 e destacou o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos para concretizar uma ambição partilhada pelas diferentes entidades parceiras. O autarca salientou também o contributo do novo espaço para a valorização da envolvente patrimonial de Briteiros, nomeadamente do Museu da Cultura Castreja e da Citânia.
“Este é mesmo um projeto de todos: da nossa comunidade, da freguesia e do concelho. Foi preparado para os nossos, mas também para dar condições a quem nos visita e para colocar as pessoas mais perto da natureza”, afirmou Diogo Costa.
Com vocação para acolher diferentes utilizações, desde piqueniques e atividades de lazer a concertos, festivais, acampamentos e iniciativas desportivas, o parque foi pensado para conciliar a fruição pública com a preservação da biodiversidade. “É um parque que quer ser casa, casa de todos”, resumiu o Presidente da União de Freguesias, apelando também à responsabilidade coletiva na proteção e manutenção do espaço.
Por sua vez, o Presidente da Sociedade Martins Sarmento, Antero Ferreira, enquadrou a concretização do projeto no legado de Francisco Martins Sarmento e na longa ligação da instituição à Quinta da Ponte. “Foi a sua generosidade e dedicação à comunidade que permitiu que hoje, 126 anos após a sua morte, se concretizasse este aproveitamento dos antigos terrenos agrícolas da Quinta da Ponte”, salientou.
O Parque Florestal da Quinta da Ponte reforça a rede de espaços verdes de Guimarães e acrescenta uma nova área de natureza e lazer em Briteiros, articulando ambiente, património e fruição pública.
