Guimarães é palco da maior edição de sempre do Festival Internacional de Tunas Académicas
Mais de mil participantes, 17 tunas e representantes de seis países dão corpo à edição mais ambiciosa de sempre do EITA, que tem Guimarães como epicentro.
Com Guimarães em grande destaque e uma programação distribuída também por Mondim de Basto, Vizela, Póvoa de Lanhoso e Fafe, o EITA - Encontro Internacional de Tunas Académicas reúne mais de mil participantes, entre os quais mais de 600 tunos provenientes de Portugal, Espanha, México, Peru, Colômbia e Chile. Ao longo de sete dias, o festival prevê reunir cerca de 15 mil espectadores, consolidando-se como um dos maiores encontros internacionais dedicados à cultura da Tuna.
Este sábado, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães acolheu o momento institucional que assinalou a receção às 17 tunas participantes na edição mais ambiciosa de sempre do festival. Na sessão inaugural, o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, deu as boas-vindas às comitivas internacionais, sublinhando o orgulho em receber um evento que reforça a vocação cultural e internacional do concelho.
"Durante estes dias, a nossa cidade transforma-se num verdadeiro ponto de encontro entre povos, culturas e tradições", afirmou Ricardo Araújo, considerando que o EITA traduz a capacidade de Guimarães para aproximar pessoas através da cultura e da música. "Recebemos vozes, instrumentos, tradições e formas diferentes de viver a música. É essa partilha que dá ainda mais vida à nossa cidade e projeta Guimarães como um território de cultura, património e hospitalidade", salientou.
Para Ricardo Araújo, a identidade de Guimarães constrói-se precisamente no equilíbrio entre a preservação da sua história e a capacidade de acolher novas culturas e novos olhares. "Guimarães sabe respeitar o legado que recebeu, mas tem também a ambição de continuar a crescer e a abrir-se ao mundo", afirmou.
A terminar, o Presidente da Câmara deixou uma mensagem dirigida às tunas participantes: "Sintam-se em casa e ajudem-nos, com a vossa música e amizade, a continuar a fazer de Guimarães uma cidade cada vez mais forte.”
O diretor do EITA, Paulo Gonçalves, agradeceu o apoio do Município de Guimarães e, em particular, ao Presidente da Câmara, Ricardo Araújo, por acreditar no projeto e acompanhar o crescimento de um festival que, ano após ano, tem vindo a afirmar-se no panorama internacional. Defendendo que o EITA é muito mais do que um festival de tunas, descreveu-o como "um espaço de encontro, partilha, amizade e diplomacia cultural entre povos".
Com os olhos postos no futuro, Paulo Gonçalves assumiu a ambição de "continuar a fazer do EITA uma referência internacional na promoção da cultura da Tuna", defendendo que Guimarães reúne todas as condições para se afirmar como capital das tunas. O diretor manifestou ainda o desejo de ver esta tradição reconhecida como Património Cultural de Portugal, reforçando a importância da sua preservação e valorização para as gerações futuras.
Sob o mote "O Património por Descobrir", o EITA 2026 decorre até 30 de junho, afirmando-se como um dos maiores encontros internacionais dedicados à cultura da Tuna e à tradição académica ibero-americana, projetando Guimarães como um território de encontro, partilha e valorização da cultura académica.
