Mês da Economia de Guimarães aposta na inovação para acelerar competitividade e rendimentos
A quarta edição do Mês da Economia de Guimarães foi apresentada esta quinta-feira, no Instituto de Design de Guimarães (IDEGUI), colocando a inovação no centro da estratégia para reforçar a competitividade das empresas, criar mais valor e contribuir para o aumento do rendimento dos vimaranenses. Promovida pelo Município de Guimarães, a iniciativa decorre ao longo do mês de outubro sob o tema “Inovar para Criar Valor Sustentável”, reunindo empresas, empresários, trabalhadores, universidades, centros de conhecimento, investigadores e instituições.
Na apresentação, Ricardo Araújo assumiu o reforço da economia e da competitividade empresarial como uma prioridade da ação municipal, defendendo a criação de um contexto capaz de fortalecer os setores tradicionais da economia vimaranense, mas também de promover a diversificação do tecido empresarial e a emergência de novas áreas de atividade.
“Temos este desafio à frente: fortalecer a nossa economia e a competitividade das nossas empresas, como forma de sermos mais competitivos e, no fim de linha, termos maior rentabilidade das nossas empresas e subirmos o rendimento médio dos Vimaranenses”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal, notando que “o salário médio do concelho está abaixo da média nacional e regional” e que “ao longo dos últimos 10 anos não houve aproximação, não houve convergência, pelo contrário, houve até algum afastamento”.
A estratégia económica municipal passa também por transformar conhecimento e inovação em maior capacidade de criação de valor, aproximando empresas, academia, investigação e tecnologia. Nesse sentido, Ricardo Araújo destacou: “A inovação é mesmo chave para o nosso futuro. É o elemento mais relevante para que nós possamos acrescentar valor ao produto ou serviço.”
A par desta orientação, o Município está a reforçar estruturalmente a área da economia na sua organização interna, com a criação de um Departamento de Economia, Inovação e Turismo, dedicado à programação, planeamento e implementação da política económica municipal e ao acompanhamento das necessidades das empresas e dos empresários. A nova estrutura apresentada pelo autarca integra a área do Turismo e está enquadrada numa direção municipal que articula economia e urbanismo, reconhecendo a importância do planeamento do território para o desenvolvimento económico.
A apresentação do Mês da Economia surge, assim, num momento de reforço da política económica municipal e na sequência do estudo para o desenvolvimento económico e captação de investimento em Guimarães, cuja síntese executiva será agora divulgada pelo Município.
Três eixos para uma economia mais inclusiva, competitiva e ligada ao mundo
Na sua quarta edição, o Mês da Economia assume-se como um espaço de encontro, reflexão e construção entre os principais agentes da economia do território. A programação está organizada em três eixos: “Comunidade, Conhecimento e Cultura”, “Aliança para a Inovação” e “Raiz. Escala. Impacto” — integrados num único programa.
“O Mês da Economia é sempre uma oportunidade privilegiada para juntarmos empresas, empresários, trabalhadores, instituições públicas, académicos, especialistas na área da economia e a Universidade”, salientou Ricardo Araújo, apontando três objetivos fundamentais: dar visibilidade ao que está a ser desenvolvido no território, criar espaço para reflexão e debate sobre os desafios económicos atuais e apontar caminhos para a sua resolução.
Entre os principais momentos do programa estão o Mercado de Inovação “Do conhecimento à aplicação”, que aproxima empresas e centros de conhecimento; o Hack4Guimarães 2035, uma maratona de inovação que junta talento, empresas e centros tecnológicos para responder ao desafio de transformar Guimarães numa economia positiva até 2035; e o Planetiers World Gathering, que decorre de 21 a 23 de outubro e acrescenta uma dimensão internacional à programação.
O programa inclui ainda sessões Lab2Business em diferentes centros de investigação e tecnologia do território, iniciativas de aproximação entre empresas e escolas e, a 28 de outubro, a conferência “1 País, 10 Capitais: O Futuro Económico fora dos Grandes Centros”, promovida em parceria com o ECO.
Uma economia de Guimarães para o mundo
A internacionalização e o ganho de escala das empresas constituem igualmente uma das dimensões centrais da estratégia apresentada pelo Município.
“Queremos um tecido empresarial de Guimarães para o mundo. Hoje, não há empresas de sucesso sem se internacionalizarem, nem ganharem escala. Queremos que as empresas se fixem em Guimarães e fixem talento em Guimarães”, afirmou Ricardo Araújo.
O Mês da Economia pretende, desta forma, aproximar a forte tradição industrial e empresarial de Guimarães da capacidade científica, tecnológica e de inovação existente no território, criando novas ligações e oportunidades de cooperação.
Promovida pelo Município de Guimarães, a iniciativa conta com a AEMinho – Associação Empresarial do Minho e a AEG – Associação Empresarial de Guimarães como parceiros e decorre até 28 de outubro.
