Projeto «Pergunta ao Tempo» termina décima edição com exposição dedicada à memória do trabalho
Exposição «Memória do Trabalho», patente na Casa da Memória de Guimarães até setembro, reúne os resultados de um projeto que promoveu o encontro entre crianças e séniores e a valorização da memória coletiva.
A décima e última edição do projeto «Pergunta ao Tempo» culminou com a inauguração da exposição «Memória do Trabalho», patente na Casa da Memória de Guimarães entre os meses de junho e setembro, assinalando o encerramento de uma iniciativa que, ao longo de uma década, promoveu o diálogo entre gerações e a partilha de memórias e experiências de vida.
Com direção criativa de Amanda Midori e Ludgero Almeida, esta edição teve como eixo central as histórias e vivências ligadas ao trabalho. Ao longo do ano letivo, os participantes séniores partilharam narrativas de vida, objetos de recordação e memórias pessoais, que serviram de ponto de partida para que as crianças pudessem escutar, refletir e recriar essas experiências através de diferentes linguagens artísticas.
O projeto envolveu sete turmas do 4.º ano do 1.º ciclo de Agrupamentos de Escolas do concelho de Guimarães e sete grupos formais e informais de séniores, criando espaços de encontro e aprendizagem mútua e contribuindo para a valorização do património imaterial e da memória coletiva do território.
A exposição «Memória do Trabalho» reúne vídeos, fotografias, instalações e produções desenvolvidas ao longo do projeto, constituindo um testemunho das relações construídas entre diferentes gerações e uma reflexão sobre o trabalho enquanto dimensão fundamental das identidades pessoais e comunitárias.
Ao longo de dez edições, o «Pergunta ao Tempo» afirmou-se como um projeto singular de mediação cultural e de participação intergeracional, reforçando o papel da memória como instrumento de conhecimento, de cidadania e de construção de uma comunidade mais consciente das suas histórias, das suas raízes e das pessoas que lhes dão significado.
