Avaliação técnica concluiu que os exemplares apresentavam declínio irreversível e risco elevado de colapso, agravado por atos de vandalismo.
O Município de Guimarães procedeu, esta quarta-feira, ao abate de dois exemplares arbóreos da espécie Platanus × hispanica, localizados na Rua de São Miguel, em Creixomil, na sequência de uma avaliação técnica especializada que concluiu pela inexistência de condições mínimas de segurança para a sua manutenção no local.
De acordo com o acompanhamento técnico realizado pelo Gabinete de Gestão de Arvoredo Urbano do Laboratório da Paisagem, verificou-se um agravamento substancial do estado fitossanitário e estrutural das árvores, associado a atos de vandalismo anteriormente registados, que comprometeram de forma irreversível o seu sistema vascular e radicular.
Os exemplares apresentavam necroses extensas ao nível do colo, da base do tronco e do prato radicular, resultantes da morte dos tecidos condutores, bem como exsudações, fendilhação da casca e separação completa da casca em relação ao lenho. Estes sinais indicam uma perda progressiva da integridade estrutural e da capacidade de condução de seiva, inviabilizando qualquer processo de recuperação.
A copa evidenciava ainda um estado avançado de morte regressiva (dieback), com ramos principais mortos e ausência de rebentação ativa, refletindo um colapso funcional do sistema vascular e um declínio acentuado do vigor vegetativo. A avaliação identificou falhas estruturais graves e degradação avançada do lenho, colocando os exemplares num estado de declínio irreversível.
Face aos parâmetros observados, concluiu-se que a permanência das árvores no local representava um risco elevado de colapso parcial ou total, nomeadamente em situações de vento ou saturação do solo, constituindo um perigo potencial para peões, veículos e infraestruturas adjacentes. Nestes termos, o abate foi considerado a única solução tecnicamente adequada, em conformidade com os princípios de gestão preventiva e sustentável do arvoredo urbano.
O Município de Guimarães sublinha que todas as decisões de abate de árvores são rigorosamente fundamentadas do ponto de vista técnico e científico, em cumprimento do regime jurídico da gestão do arvoredo urbano e da legislação ambiental em vigor, assegurando uma atuação responsável, transparente e orientada para a segurança pública.
O Município reitera, ainda, o seu compromisso com a proteção e valorização do património arbóreo, reconhecendo o papel fundamental das árvores nos ecossistemas urbanos, na qualificação da paisagem e no combate às alterações climáticas. Todas as intervenções desta natureza são acompanhadas por planos de replantação, garantindo a reposição das funções ecológicas e paisagísticas do arvoredo.
O relatório técnico que fundamenta esta decisão encontra-se disponível para consulta pública, aqui.
